Sobre

Este espaço tem meu nome ― o que significa que reúne passado, presente e futuro; o íntimo e o público; o profissional e, sempre, o extremamente pessoal.

Não espere compromisso com o noticiário ― salvo eventualmente, na seção BILHETES. 25 anos atrás, eu mandava meus artigos para a Folha em disquete (!), com bilhetinhos, e uma amiga que trabalhava me disse que preferia os bilhetes às colunas.

Nunca esqueci, e percebo que tenho feito exatamente isso nas redes sociais, com amigos e desconhecidos. Agora, farei aqui.

ENSAIOS parece pretensioso, mas é exatamente o contrário, porque uso na acepção original, de Michel de Montaigne. “Essayer” é “tentar”, um esforço de compreensão de um tema, sem a ambição da última palavra.

Seguindo o mestre, não haverá assunto pequeno ou grande demais; é tudo parte da vida. Publicarei novos em folha, e alguns que sobreviveram dos meus trinta anos escrevendo, desde 1988.

TRABALHO é o espaço dedicado às minhas atividades profissionais. Como editor desde 1990, empreendedor desde 1993, e cada vez mais consultor e professor, quem diria…

Tanto registros do passado, como iniciativas do presente. Histórias de revistas e negociações de décadas atrás, experiências atuais no mundo digital. Conteúdo que, espero, tenha valor para a vida profissional do leitor que tem uma carreira ou uma empresa. É uma maneira de honrar os novos leitores que conquistei nos últimos anos, no LinkedIn – já são 400 mil seguidores do meu perfil lá.

Há que reservar um espaço aconchegante, sedutor para os PRAZERES, terrenos e luminescentes. Leituras, comidas, viagens, lembranças, momentinhos. Sem objetivo nenhum, fora inspirar o leitor a buscar o seu próprio prazer.  

Minha maior motivação para voltar a ter um blog foi enfrentar a perda do meu pai, no início de 2018. Era meu melhor amigo, e a maior influência na minha vida. Ele escrevia bem, embora médico a vida toda. E escrevia muito: deixou um mundo de cartas, a maioria endereçadas para seu único neto, meu filho Tomás.

Como moravam em cidades diferentes, ele dizia que era a maneira de se comunicar com o neto querido. Contar suas histórias, muitas e saborosas, compartilhar suas observações, aconselhar, provocar.

Pensei em editar as cartas, organiza-las em um livro. Quem sabe um dia. Hoje é muito cedo e dolorido. Prefiro hoje fazer circular aqui, desorganizadamente, sem regras fora o amor, as palavras do meu pai, que tanta falta faz para tanta gente, os próximos e os pacientes de 52 anos de clínica.

João Carlos Sajovic Forastieri tinha muita sabedoria, e nas CARTAS DO AVÔ, vamos ouvir sua voz.

Finalmente, escrevo aqui para amigos. Sem intenção nenhuma de conquistar ou convencer. Também sem fazer média, nem facilitar a vida do leitor. Espere assuntos obtusos e obscuros e obsessões pessoais.

A meta é escrever com mais serenidade e menos raiva, mais para a posteridade que para repercutir. Escrevo cada vez mais para aprender, e para me aprender. Me conhecendo, hei de escrever com o fígado de vez em quando.

Mas aqui não tem debates, nem espaço para comentários. Não é recusar o diálogo, é me resguardar do ruído. Para me concentrar em novos textos, razão de ser de voltar a escrever; para tentar encontrar, compôr, uma nova canção que me encante.