11 de setembro é um lindo dia com U2

Não está na moda gostar de U2. É uma banda muito grande, muito rica, muito velha e muito família. Bono anda por aí fazendo lobby com George Bush, chavecando o Papa, trocando figurinhas em Davos. Nada a ver com o verdadeiro espírito do rock’n'roll - juventude, rebeldia, tesão.

Mas eu gosto. Desde a primeira vez que vi o primeiro videoclip, 1981? Qual?

Eu gosto de muita coisa que não está na moda. Eu acho o U2 cool. Não tem, nunca teve nada parecido. É uma multinacional e uma religião em forma de banda. É fascinante acompanhar a trajetória de Bono. Ele passeia entre o hipnotizante e intragável. Como um verdadeiro astro do rock deve ser.

Agora, não é só por razões sociológicas (ou, diriam alguns amigos, arqueológicas) que gosto do U2. Eu gosto de ouvir U2. O U2 que raramente toca nas FMs de classic rock. Meu disco favorito é Zooropa, sobre o qual escrevi para uma capa da Bizz.

Mas estes dias reencontrei All That You Can’t Leave Behind, de 2000. É um lindo álbum. Começa com Beautiful Day - que eu poderia ouvir todo dia - e segue com You Got Stuck In A Moment, Walk On e Elevation. Quantas bandas não fazem quatro músicas tão boas em suas carreiras inteiras?

Quando os aviões caíram sobre a América, o país inteiro caiu em depressão. Além de qualquer consideração política, havia o sacrifício de milhares de inocentes e a perda de um grande símbolo do país.

E foi então que Walk On - siga em frente - consolou muitos americanos. E que Beautiful Day se converteu em um raiozinho de esperança.

O mais assombroso, fantasmagórico, é que este disco também continha uma canção chamada New York. Mas esta não entrou para a história. Não era uma carta de amor para a cidade que nunca dorme. Era sobre a vertigem e a voracidade que a capital do capitalismo incorpora e simboliza, para o bem e o mal.

É fácil ser cínico. Eu prefiro ser cético e otimista. Mas mesmo ceticismo tem hora, e quase nunca é na mesma hora que você ouve U2.

 

New York 

 

In New York freedom looks like too many choices

In New York I found a friend to drown out the other voices

Voices on the cell phone

Voices from home

Voices of the hard sell

Voices down the stairwell

In New York, just got a place in New York

 

In New York summers get hot, well into the hundreds

You can’t walk around the block without a change of clothing

Hot as a hairdryer in your face

Hot as a handbag and a can of mace

In New York, I just got a place in New York

New York, New York

 

In New York you can forget, forget how to sit still

Tell yourself you will stay in

But it’s down to Alphabet

 

New York, New York, New York

New York, New York, New York

 

The Irish have been coming here for years

Feel like they own the place

They got the airport, city hall, asphalt, dance floor, they even got the police

 

Irish, Italians, Jews and Hispanics

Religious nuts, political fanatics in the stew,

Living happily not like me and you

That’s where I lost you… New York

 

New York, New York, New York

New York, New York, New York

New York

 

In New York I lost it all to you and your vices

Still I’m staying on to figure out my mid life crisis

I hit an iceberg in my life

You know I’m still afloat

You lose your balance, lose your wife

In the queue for the lifeboat

 

You got to put the women and children first

But you’ve got an unquenchable thirst for New York

 

New York, New York

New York, New York

 

In the stillness of the evening

When the sun has had its day

I heard your voice a-whispering

Come away now

 

New, New York

New, New York

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35 Comments to “11 de setembro é um lindo dia com U2”

  1.  junior | September 11, 2009 @ 10:41 am

    CARO FORASTIERI,VIVEMOS UMA ÉPOCA TOTALMENTE,QUASE,POLITICAMENTE CORRETA.TANTO NO ROCK-POP COMO NO JORNALISMO,CINEMA ETC…NÃO SEI COMO OS CAROLAS DO U2 PODEM ESTAR FORA DE MODA.

  2.  Lunes | September 11, 2009 @ 12:06 pm

    11/09 e nada muda… Artaud já reclama faz um tempão…

    “As pessoas são imbecis. A literatura está esvaziada. Não existe mais nada nem ninguém, a alma é insana, não há mais amor, nem mesmo ódio, todos os corpos estão saciados; as consciências, resignadas. Nem mais existe aquela inquietação que atravessa o vazio dos ossos, só existe uma imensa satisfação de inertes almas bovinas, servos da imbecilidade que os oprime e com a qual não param de copular dia e noite, servos tão chatos como esta carta na qual tento manifestar meu desespero contra uma vida conduzida por um bando de criaturas insípidas que querem nos impor seu ódio contra a poesia”

    E os Darma Lóvers dão uma dica:
    “Nada muda,
    Tudo muda,
    Vou mudar.”

  3.  antonico | September 11, 2009 @ 12:10 pm

    Forasta, curtir o U2 é sinal de bom gosto. Eu também gosto do Bono e da turma dele. Duro é aguentar a cobrança da critica especializada para que todo ano eles lançem o novo Zooropa. Não é assim que funciona né ? Há quantos anos os Stones não lançam um novo “Tatoo You” ?

  4.  Marcelo Almeida | September 11, 2009 @ 1:04 pm

    Walk on é mais que uma música. Como eu sei disso.

  5.  fabrizzio | September 11, 2009 @ 3:35 pm

    Superoportuno o post, Forasta. E bem bacana.

    U2 rules!

  6.  silva | September 11, 2009 @ 4:29 pm

    A obra prima do U2, na minha opinião, é Achtung Baby, gravado no legendário Hansa By The Walls, o mesmo que Bowie finalizou Low e Heroes, entre 1976 e 77.
    Produzido por Eno é só pedrada:The Fly, Mysterios Ways, One, Ever Better Than The Real Thing e Who’s Gonna Ride Your Wild Horses.
    Ainda bem que existe o DVD oficial da turne gravado na Australia.

  7.  JR | September 11, 2009 @ 5:08 pm

    pô, forasta, U2 é “rock” de bancário…

  8.  Everson | September 11, 2009 @ 5:12 pm

    Seu post me influenciou a escrever outro sobre U2 e o 11 de Setembro.

    Gostei muito da postagem, parabéns!

  9.  Solange Reis | September 11, 2009 @ 5:13 pm

    Oi André! Uau! Que bom ler isso de você. Vamos torcer pra que também não seja moda ir ao show deles quando vierem pra ca. Assim, os “famosos” que sequer conhecem as músicas não tomam os melhores lugares nesses shows só pra se aparecer e deixam os fãs com mais lugares. Um beijo grande e walk on!

  10.  Vítor | September 11, 2009 @ 7:58 pm

    U2 é vida.
    O all that you can’t leave behind é lindo, do inicio ao fim.

  11.  Carol Baggio | September 11, 2009 @ 8:40 pm

    Eu conheci U2 com o irmão de uma amiga, roqueiro mais velho q foi curtir o primeiro Rock in Rio. Lembro bem da capa do LP de The Joshua Tree e me apaixonei por I Still Haven’t Found What I’m Looking For. Ainda menina, vivi um amor platônico lindo pelo Bono… não acho U2 fora de moda e adorei o post!!

  12.  Silvia | September 11, 2009 @ 8:49 pm

    Tem alguma coisa melhor que U2 …. não existe….lembrar como Bono homenageou os bombeiros heroes de 11 Setembro cantando junto com eles, foi emocionante !!! Foi desse dia que surgiu “City blinding lights” !!! Hoje eles estão novamente nos USA,hoje ouvi 2 entrevistas deles em Chicago onde começam a leg americana Amanhã…. U2 é amor,desejo de paz, “WALK ON” … lindo texto !!!

  13.  Strato | September 11, 2009 @ 11:03 pm

    Cara, o U2 foi uma das bandas que mais fui fissurado quando era moleque. O interessante de ter acompanhado com atenção a banda desde os anos 80 foi perceber as adaptações de discurso da banda durante esse percurso.

    Acho que um dos grandes fatores que me fizeram idolatrar essa banda foi ter a oportunidade de ouvir os primeiros discos do U2 em vinil naquela época mesmo (apenas o “October” deu realmente trabalho pra descolar ainda até meados dos 80) foi tê-los ouvido inicialmente em uma vitrolinha vagabunda em mono que distorcia o som dos discos. Aí as guitarras do The Edge viraram uma massaroca indistinguível e, ao mesmo, com uma quentura que um aparelho comum nunca propiciaria. Hj em dia é religião-corporação mesmo! Lembra da propaganda de lançamento do disco novo no Brasil? Era com alguns moleques fanáticos mostram suas coleções de quinquilharias e todo tipo de tralha sobre a banda…

    Sei lá, acho caído, pois faço parte de outra cepa de “idólatra”! Ou melhor, de “idiólatra”! ahahah

    Nessa época, até 1986-87, achava o U2 a maior banda do universo. Chegava ao ponto de achar o Bono, The Edge, Adam Clayton e o fraquinho Larry Mullen Jr os melhores instrumentistas do mundo em suas respectivas atuações… ahaha

    Meus discos preferidos eram o Boy e The Unforgetable Fire. Os dois registros ao vivo em disco tb furei de tanto ouvir, principalmente as duas faixas ao vivo do “Wide Awake in America”. Inclusive, rolava um VHS com o making of do “TUF” e faixas do “WAIA” que eu simplesmente vi e revi milhões de vezes.

    No rio, até costumava avaliar os fãs do U2 pelo fato de conhecerem ou não o paraguaio “Three Sides Live”… Coisa pra iniciados!

    “The Joshua Tree” é demais tb e a matéria de capa deles na Time me servia de caô para eu justificar meu apreço pelo rock junto aos mais velhos. Mas é nessa turnê que a coisa começa a se desvirtuar. Na verdade, começa mesmo é no Live Aid, um pouco antes, e chega ao cúmulo da maletice no decorrer da tour do “TJT”.

    Por isso, depois do disco Rattle and Hum, eles queimaram bastante o filme comigo. Eu curti paca o filme, mas o disco era heterogêneo demais, baba-ovo demais dos EUA. Então não estranhei tanto o “Acthung Baby”, que odiei de cara, mas depois comecei a PIRAR literalmente naquele lado B do vinil. Os boots italianos dos shows da época tb foram presença certa em minhas k7s.

    “Zooropa” eu execrei, mas ri paca quando vi o Bono Vox vestido de Salomé na turnê do “Zooropa”.

    “Pop” eu achei uma merda, apesar da galera mais nova q eu conhecia pirar no disco. Não conseguia me comover com aquela merda. Aí, qdo vieram ao Brasil eu estava desempregado, sem um puto, e quase não fui ao show. Mas a mina q namorava se dispôs a me levar ao show na faixa, pois estava de bom humor querendo agradar o moreno aqui (ahahah) e acabamos vendo de pertinho e numa relax total o show que poucos cariocas conseguiram ver. No Rio rolou aquela história do engarrafamento monstro. Mas como estava vagabo geral, cheguei cedo e numa relax, numa tranquila, numa boa… Foi demais o show!

    Qdo lançaram o “All That You Can’t Leave Behind”, eu caí na historinha de “retorno às raízes”. Gostei, mas não era a mesma coisa. Ali já é o U2 90 turbinado para o século 21, coisa que a banda repete até hoje. Pode reparar…

    Mas o fato desse disco ter sido o disco escolhido para a “passagem” de uma figura como o Joey Ramone sempre vai merecer a nossa atenção.

    Pra mim, o grande momento do U2 pós-The Joshua Tree foi o “How to Dismantle an Atomic Bomb”. Quatro faixas do meu TOP 40 do U2 estão nesse disco.

    Acompanhei o que rolava dos shows iniciais pela internet e pirava com o fato deles pinçarem material mais obscuro no início da tour. Mas, qdo chegaram ao Brasil, me pareciam cansados, no automático, e optaram pelo mais usual. Mesmo assim, o show teve momentos de se perder a linha…

    Quando começaram a anunciar esse disco novo no site oficial, eu fiquei animado com o papo do Bono de q The Edge tava pirando nas guitarras do disco novo. ELe pira bacaninha, mas pira menos e de forma mais usual do que gostaria. “Get on Your Boots” é “Vertigo” revisited, música q nao curto. E olha que eu acho patético ver The Edge tocando riff em power chord justo qdo seu grande diferencial são as texturas…

    Mas sempre que ouço eventualmente faixas do disco novo em algum lugar, eu acabo curtindo meio sem querer querendo, saca? “Magnificent” é demais, concorda? Então provavelmente, se rolar show deles no Brasil mesmo, é capaz de eu pensar em ir ao show só pela possibilidade de ouvir material atípico como a música “The Unforgetable Fire”, “Ultraviolet”, “Who’s Gonna Ride your Wild Horses”, dentre tantas outras fodonas e pouco lembradas.

    E, já que vc tocou no assunto, dê um alô na produção do show no Brasil para me contratar como consultor de repertório dos shows do U2 no Brasil desta vez! aghaghaghaghagha

    abs

  14.  Rodrigo Valverde | September 12, 2009 @ 4:10 am

    U2 nunca sai de moda e beautiful day é uma música genial. Digo isso sem ser fã da banda, mas não como ignorar a sua magnitude.

  15.  Hermés | September 12, 2009 @ 6:28 am

    Noite dessas sem sono, correndo alguns blogs do UOL e, pra minha surpresa, descubro um blog teu. Como não sou fã de gibi pra adulto e muito menos de jogos, nem sabia que você seguia na ativa. Pensei que tivesse ido contrabandear arma na África, que é o que todo nerd jovem e brilhante um dia faz.
    Mas bom, o blog é legal, cheio de sacadas, boas idéias, cool até a última gota, mas as auto-referências/reverências continuam as mesmas. Cansei de ler essa “Geração do Umbigo Grande – ou Big Navel Generation”, em inglês tudo fica muito melhor, né? – faz algum tempo. Mas dou uma espiada de vez em quando porque é divertido.
    É essa geração de jornalistas de SP e do Rio – mais de SP, eu diria – que cresceu com Toddy, apareceu nos anos 80 escrevendo na Folha e na Abril, sonhando que um dia seriam herdeiros do finado Francis e tão descolados quanto o Escobar. Que se lixassem as regras do jornalismo. Aliás, esses livros do caralho que você encontra nos sebos aí não dizem nada a respeito de jornalista que não consegue escrever um parágrafo sem se colocar na matéria?
    Tudo bem que isso é blog, o bicho é teu, você faz dele o que quiser e quem não quiser saber que não leia. Mas é que minha curiosidade é maior. Aliás, essa história de blog deve ter caído do céu pra jornalistas da Geração Umbigo Grande. Finalmente eles podem se dedicar a escrever sobre o que mais conhecem: eles mesmos.
    Foi o meu primeiro gibi, o primeiro disco que comprei, o primeiro livro que li nu num vôo pra Islândia, um aniversário que passei vendo a estréia de um filme em San Francisco. Será que se fosse no Bexiga ia ter o mesmo efeito?
    Não escrevo isso porque não goste de ler. Até leio e me divirto. Mas quando passam sei lá, cinco, seis anos e vejo que tudo segue na mesma toada, deu vontade de mostrar um outro ponto de vista. Fica essa garotada toda lambendo as bolas achando que jornalismo é isso. Achar um jeito de viajar pra caralho – quanto mais lugar, sites descolados, rádios, bandas, HQs, jornalistas ingleses e americanos pra se colocar nas matérias melhor – e moldar o mundo como vocês acham que ele é ou deveria ser.
    Sempre desconfiei de jornalista que tem patota. Mesmo patota do bem. Tem uma moçada na Folha que adora se reverenciar uns aos outros. São os jornalistas éticos, de responsa, seja lá o que isso significa. Bom, pelo menos não chutam e inventam como o Francis ou copiam matérias de jornais/revistas estrangeiros. Mas podiam fazer como o Gaspari, né, que vende bem caro um elogio.
    Espero que a revista de cinema também não vá na linha “Eu e Clint, Eu e Brad”. Vou continuar lendo de vez em quando. Espero não ter soado tão mala. Se tiver pode ter certeza que foi o sono.

  16.  ismael machado | September 12, 2009 @ 11:55 am

    Até que enfim não falaram do U2 como uma bandinha qualquer. rock de bancário? Me digam se Strokes, Franz Ferdinand, The Doves ou qualquer uma dessas bandinhas faz um show como o U2? Me digam se alguma delas tem um single como pride, ou beautiful day, ou one? quem pode começar um show com uma canção como elevation ou where the streets have no name?

    só o U2, meu!

  17.  Cassiano | September 12, 2009 @ 2:21 pm

    O rock desencanou, André. Talvez por isso o U2 não tenha importância para a moçada. Bem que o Bono se fingiu de cínico nos anos 90, mas no fundo se trata de uma banda pós-punk, né? A mais bem-sucedida delas. Me diverti muito lendo todo o histórico de fã do Strato, também adorava ouvir a guitarra do The Edge em vinil, estridente e melódica ao mesmo tempo. Os últimos discos são desiguais e talvez o grande trunfo musical da banda, o som personalíssimo da guitarra, tenha se transformado em uma marca registrada demais, tornando as músicas parecidas entre si. Se bem que o Coldplay paga tributo a eles direto. Mas acho que se eu fosse o Bono (oooooh!!!!!), faria diferente. A superexposição fez a banda ficar enjoativa e antipática aos olhos da moçada mais nova. Será que eles ainda conseguem se reinventar mais uma vez? O último disco é um flatus perto do que já fizeram. Mas quem já homenageou Johnny Cash não desiste tão fácil. E só para constar, quem tiver dúvidas sobre a vocação rock and roll dos irlandeses, ouça a cover de Dancing Barefoot, de Patty Smith, com o quarteto em sua mais cool performance de estúdio e The Edge genuinamente soando mais Neil Young que o próprio.

  18.  Strato | September 12, 2009 @ 3:21 pm

    Não acho que o problema seja com o rock, o problema é com o mundo atual e nossa invisibilidad - mesmo em se tratando desses caras mais famosos do universo, pois estão travados pelo esquema macrocorporativo e precisam usar cada vez mais de figuras de linguagem para passar uma mensagem que antigamente era disseminada de forma curta e grossa.

    O cover de Patti Smith é manjadaço, rolava direto na Flu FM. Além do mais, o U2 sempre foi palha paca tocando cover (é só ver a discografia deles e comparar com os originais). E os outtakes que foram lançados nas reedições dos discos clássicos tb já eram manjadaços. Os poucos realmente atípicos nos chegavam de forma degustativa via fãs em redes sociais na internet anos antes do lançamento oficial das reedições.

    Pra mim, U2 rock clássico sempre vai ser o do Boy. Putz, aquilo ali é uma ponte entre o pós-punk e o classic rock de arena. Sem contar a verve lennoniana do Bono de expurgar seus demônios internos por meio de canções de cortar o coração de qq um que tente decifrá-las… Mas U2 clássico sempre vai ser o Unforgetable, sonoridade que até hoje eles reeditam de uma forma ou outra mais diluída.

    Sei lá, “Heartland”, as faixas ao vivo do “Wide Awake in America”, material de “The Unforgetable Fire”, lados b do “Achtung Baby” são minhas referências de U2 na contemporaneidad… ahahha

    Mas, se rolar show novamente, quero estar lá no meio da muvuca como um velhinho calejado no meio da molecada… aghaghaghagha

    Outro dado interessante a respeito da banda, e que os anos 90 extrapolaram, foi o fato de q a banda grava muita coisa que não vem à tona a cada disco. Só as demos do Achtung Baby e Zooropa geraram, por baixo, duas caixas com quatro CDs de MATERIAL ABSOLUTAMENTE INÉDITO ATÉ HOJE da banda… E, na moral, um monte de música foda, embrionária, e que nunca foi aproveitada pelo quarteto. E isso só para ficarmos nesses dois discos dos anos 90… Sem contar as “caixas solo” do Bono, etc.

    Acho que isso diz muito a respeito de como a banda se mantém até hoje na ativa. abs
    PS: Relevem o português da mensagem enviada ontem. Simplesmente estava grogue de sono qdo escrevi.

  19.  Eduardo Martinez | September 12, 2009 @ 3:27 pm

    Também gosto muito de U2, considero Sunday Bloody Sunday (Ok, sei que é manjada, mas foda-se)uma das melhores canções já feitas.

    Gostaria de saber o que você achou do último deles, pela primeira vez um álbum do U2 me decepcionou, achei fraco fraco.

    abç, bato cartão aqui no blog.

  20.  marcelo de almeida | September 12, 2009 @ 5:14 pm

    U2 é merda pura !!!!

  21.  alexandre aquino | September 12, 2009 @ 5:44 pm

    Eu gosto pacas. Não há nada igual no mundo do pop ou do rock que se compare. Não copiaram ninguém, com identidade e sem querer parcerem “do rock”. Drogas, sexo? Me poupem.Isso já era.Kurt Kobain que o dida (antes que falem, sou fã do Nirvana até a última ponta).

  22.  Robfarah | September 13, 2009 @ 3:06 am

    Nunca fui grande fã do U2.
    Gosto, é claro, mas nunca a ponto de ser fã ou sequer de me empolgar a enfrentar o trampo que [e ir num show de rock no Brasil pra ver os caras.

    Porém, felizmente, um amigo está morando em Chicago e graças a essa facilidade, e a algumas férias acumuladas, já vi o Lollapalooza e o AC/DC aqui em agosto (The Pretenders e Cat Power também acabram entrando na agenda) e agora em setembro voltei pra ver o U2 amanhã (13 de setmebro) e, principalmente, o Bruce Springsteen & The E Street Band dia 20 (vi dois shows dos caras ano passado em Nova York e é show pra ser visto todo ano).

  23.  William | September 13, 2009 @ 3:45 am

    Não gosto do Achtung Baby, nem de nada após. Gosto de muita coisa de antes, da época em que o Bono tinha cabelo grande, fincava bandeira branca no palco e gritava “NO MORE”, se referindo às guerras entre irlandeses, saca?

  24.  fabrizzio | September 13, 2009 @ 4:33 pm

    Strato,

    seja você alcoolatra ou lesado,

    eu concordo com você.

    Neste exato momento, estou ouvindou Unforgettable Fire. A Sort Of Homecoming… o cd está começacando. Você tem razão. Nessa época, o U2 era o U2 e acabou. O novo Led Zeppelin que não se provou. O novo Beatles que não se provou. Isso na minha nada modesta opinião. Fodam-se os fãs de Stones e Pink (os únicos que respeito nesta hierarquia do rock and roll - fãs de Clash, Sex Pistols, Ramones, Police, R.E.M., whatever, ouçam de Boy de até No Line On The Horizon e tirem suas conclusões - e, se tiverem bom senso, concordem e/ou emudeçam). Stones e Pink pisaram muito na bola. R.E.M. não tem e nunca terá, por mais que eu goste da banda, a magnitude, a plenitude sonora e lírica do U2. Não adianta. Nem mil anos darão jeito nisso. Por mais que o R.E.M. tenha músicas mais “inteligentes”. E haja haspas para isso. Porque, no fundo, o que importa é o feeling. I Will Follow, Sunday Bloody Sunday, New Year’s Day, Pride, Bad, enfim, … Isso para não chegarmos a Joshua Tree. Muito menos a Rattle and Hum (Filme, Disco, Making Off) , Acthung Baby, Zooropa, Pop, ATYCLB, HTDAAB, NLOTH). Cada disco com suas particularidades, suas faixas que só melhoram com o tempo (cabe a humildade desses críticos de merda dos tempos de hoje para ouvir, reouvir e reconher o óbvio). Mas não: esses manés estão mais preocupados em descobrir o próximo U2 do que em reconhecer o próprio. Manés em questão? Com todo o prazer: Lúcio Ribeiro, José Flávio Jr. Thiago Ney, Daniel Piza, Marcelo Costa (ScreamYell - esse, então, com o perdão dos Manuéis, é MANÉ!).

    Enfim, meu caro Strato…

    Meu caro Forasta…

    Há outro manés, claro. O U2 é perfeito? Evidente que não. Nem o Led foi. Nem os Beatles. Só me incomoda essa ansiedade ridícula desses ridículos que anseiam por conhecer e saber antes de todos quem é a última banda mais comentada nos circuitos cult. Para vocês, imbecis, uma sugestão: ouçam Dear Science, do TV On The Radio, e ouçam No Line On The Horizon, do U2. E vejam de que geração vocês fazem parte. A que time vocês pertecem.

    E chega! Já me alonguei demais. Vou ver o Verdão contra o Vitória.

    Abrs.

    Abrs.

  25.  fabrizzio | September 13, 2009 @ 6:00 pm

    Em tempo: a obra-prima do U2, para mim e para muitos, é War. A partir daí, BE E DL transformaram o U2 em algo em algo que nem David Bowie podia ser mais. A partir daí, o U2 era o produto a ser explorado. O grande talento a ser subtraído. E foram. Até hoje. O U2 ainda é uma vaca holandendesa.

    *

    Boy: para puristas. De I Will Follow a Shadows And Tall Trees, é um disco perfeito. A ponte perfeita entre o pré-punk e o rock de estádio. October, idem.

    *

    War: Obra-prima do rock. Nada a acrescentar, nada a tirar. Apenas perfeito. Rock na sua essência. U2 na sua essência.

    *

    Unforgattable Fire, Joshua Tree, Rattle and Hum: momentos sublimes do rock and roll. O apogeu do rock de raiz americano. Isso vindo de uma banda irlandesa. O amor genuíno é o que vem de fora.

    Achtung Baby, Zooropa e Pop: Reivenção do pop and roll. Quem ouviu sabe do que se trata. Quem não ouviu, só lamento. Zooropa? Pop é uma obra-prima. Como os grandes discos, todo disco do U2 merece ser ouvido 3,5,7 vezes. Nada é gravado por acaso.

  26.  Johnny | September 13, 2009 @ 9:39 pm

    Também adoro o U2. Mas adoro com preguiça: nem passei perto do último disco. Um dia eu compro ou baixo. Mas o melhor disco do U2 pra mim é esse que contém New York, entre outras maravilhas. E o Zooropa… não está no meu top list.
    Saudações!

  27.  Danilo Araujo | September 14, 2009 @ 9:40 am

    Cara, aproveitando a ligação desse seu post com a matéria sobre o Zooropa na Bizz: acho que sem Zooropa, não existiria OK Computer do Radiohead.

  28.  Strato | September 14, 2009 @ 1:19 pm

    Fabrizzio, antes alcoólatra lesado, o que definitivamente não sou, do que emo wannabe e roqueiro de atitude comendo na mão de produtor fanfarrão e picareta… ;P

    ahahah

    Vc sabe, né nada pessoal! Apenas uma retribuição à gentileza!

    Depois leio com calma os demais comments e rir um pouco!

    Bono pudico na zoeira? Tá bom… Deve ser alguém da liga das senhoras católicas precisando de novo presidente da associação de mÓços! aghaghagha Esses carolas são os melhores humoristas ever…

    Mas, na verdade, eu só vim aqui pra dar um alô ao nosso anfitrião Carlinhos.

    Poxa, man, dê um alô no seu amigo APJ.

    Ele não precisava dessa prosa toda só p/dizer q se amarra no traseiro da Fergie desnudo em fio dental! http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm1409200918.htm

    Sabemos apreciar devidamente o valor de uma obra artística!

    E TENHO DITO!
    abs

  29.  Strato | September 14, 2009 @ 1:20 pm

    Relevem a correria…

  30.  paulo silveira | September 14, 2009 @ 1:56 pm

    Ae tio toca killing joke ae meu.

  31.  Osório Coelho | September 14, 2009 @ 2:30 pm

    Forasta, pra variar, escrevendo tudo aquilo que eu gostaria de escrever.

  32.  Cassiano | September 14, 2009 @ 5:33 pm

    Porra, eu achando que o U2 não era mais assunto de comentários passionais. Então jogo mais lenha na fogueira: Unforgettable Fire é o começo da fase egotrípica pseudo-americana que teve seu ápice em Rattle and Hum. Não se trata de um disco ruim, muito pelo contrário. Mas ali percebia-se que Deus já pensava ser o Bono. A cover de Patty Smith, manjada ou não, uso como exemplo justamente de que, despida toda a pretensão, a banda sempre teve rock correndo nas veias, mesmo na fase mais pomposa e grandiloquente. Chamar Boy de clássico é até covardia, toda boa banda de rock solta os demônios no promeiro disco. Boy soa como se o Clash fosse uma banda cristã,urgência fadada a não se repetir. E os últimos discos soam como as bandas que imitavam o U2 antigamente. Ou seja, soam como Simple Minds.

  33.  Emmanoel | September 14, 2009 @ 5:38 pm

    Muito bom o “All That You Can’t Leave Behind”, embora tenha umas duas ou três músicas que ficam entre chatas (”Grace”) e as de letras constrangedoras (”When I Look at The World”). E tem aquela história de que o Joey Ramone pediu pra ouvir “In a Little While” antes de morrer…até hoje me arrepia ouvir essa música.

    Abs!

  34.  Hugo | September 15, 2009 @ 12:29 am

    São Paulo precisa de um 11 de Setembro.

  35.  forastieri | September 15, 2009 @ 1:05 am

    São Paulo precisa de um 11 de setembro é a frase do ano. Até 11 de setembro de 2010.
    O Hermés bateu em mim com razão. Razão jovem, acho que alguns anos nos separam. Se eu não celebrar o que foi lindo na minha vida, meu chapa, quem já de?
    Mas concordo e me perdoem se fui pernóstico ou mascarado. Às vezes a gente confunde celebração com metidez. Ou eu confundo.
    E eu gosto mais dos covers da Patti Smith do que dos originais. E do Killing Joke do final do que do começo, mais de A Love LIke Blood do que do Fire Dances. Meu gosto musical está cada vez mais sem vergonha… velho safado!

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