Dez regras para escrever um romance

Uma coisa é o que você acha ou diz que gosta.

Outra é o que você gosta de verdade.

Eu, por exemplo, não gosto de teatro.

Sei disso porque não assisto uma peça tem uns vinte anos.

Não tenho nada contra teatro. Não me orgulho disso. Só reconheço a realidade. Se eu gostasse mesmo de teatro, ia.

Da mesma maneira, não gosto de romances brasileiros, romances franceses, romances escritos por mulheres etc. Nada contra. Na prática, 90% dos romances e peças que eu li na vida foram escritos por um homem originalmente em inglês. Um dia eu falo dos 10%.

Hoje o assunto é meu autor favorito. Sei que é porque não tem outro autor que eu tenha lido mais.

Elmore Leonard lutou no Pacífico Sul. Vive de escrever desde os anos 50. Começou com faroestes. Passou para policiais. Muitos viraram filmes, alguns bons - Jackie Brown, Get Shorty. Muitos ganharem prêmios. O primeiro livro dele que eu li, City Primeval, tinha atrás a chamadinha: “the best thriller writer alive”. Lá se vão 26 anos e o velho, 83 anos, continua na ativa e cheio de fãs. Martin Amis, um deles, explicou: “Leonard faz Raymond Chandler parecer tosco.”

Paulo Francis me apresentou e sou fiel. São 35 livros dele que eu li até agora:

Mr. Majestyk (1974)

Fifty-Two Pickup (1974)

Swag (1976)

Unknown Man No. 89 (1977)

The Hunted (1977)

The Switch (1978)

Gunsights (1979)

City Primeval (1980)

Gold Coast (1980)

Split Images (1981)

Cat Chaser (1982)

Stick (1983)

LaBrava (1983)

Glitz (1985)

Bandits (1987)

Touch (1987)

Freaky Deaky (1988)

Killshot (1989)

Get Shorty (1990)

Maximum Bob (1991)

Rum Punch (1992)

Pronto (1993)

Riding the Rap (1995)

Out of Sight (1996)

Cuba Libre (1998)

Tonto Woman (1998)

Be Cool (1999)

Pagan Babies (2000)

Fire in the Hole (2001)

When the Women Come Out to Dance (2002)

Tishomingo Blues (2002)

A Coyote’s in the House (2003)

Mr. Paradise (2004)

The Hot Kid (2005)

Up in Honey’s Room (2007)

O novo, Road Dogs, está no correio chegando.

Mesmo em épocas que paro totalmente de ler ficção, leio o novo Elmore Leonard assim que sai.

Por essas e outras é que o único livro autografado (tirando os de autores amigos, claro) que tenho em casa é dele.

Chama-se Elmore Leonard’s 10 Rules of Writing. Tem pouco texto e umas ilustrações bico de pena, modelito New Yorker, do Joe Ciardello.

As regras são:

1. Nunca comece um livro falando sobre o tempo.

2. Evite prólogos.

3. Nunca use nenhum verbo para carregar o diálogo que não seja “dizer” (tipo, “ele disse” em vez de “ele justificou”, “afirmou”, “disparou” etc.)

4. Nunca use um advérbio junto com “disse” (como em “disse ele seriamente”).

5. Mantenha seus pontos de exclamação  sobre controle.

6. Nunca use as palavras “suddenly” ou “all hell broke loose”.

7. Use pouco gírias e dialetos regionais.

8. Evite descrições detalhadas de personagens.

9. Não detalhe muito coisas e lugares.

10. Tente deixar de fora a parte que os leitores tendem a pular.

A mais importante ficou para fechar.

“Se soa como algo escrito, eu reescrevo.

E se a gramática está atrapalhando, passe por cima dela.

Não posso permitir que o que aprendi na escola atrapalhe o som e o ritmo da narrativa.

É minha tentativa de permanecer invisível e não distrair o leitor da história com um texto óbvio.

Como dizia Joseph Conrad,  as palavras não podem bloquear o que você tem a dizer”.

É de pedir autógrafo ou não é?

Michael Jackson, gay ou não

Hoje, surpresa: a maioria das pessoas com quem eu divido meu espaço de trabalho não eram nascidas quando Thriller estourou. 

Ninguém tem muita certeza sobre a sexualidade do moço. Sempre achei que Michael Jackson era gay. Os gays não reinvindicaram MIchael para a comunidade, que eu tenha percebido, ainda.

Não tenho problema nenhum com homossexuais. Cada um cai do bonde como quer, como dizia Seu Fiore.

Sou caipira e tenho 43 anos. Pelo currículo, me acho liberal. Acredito que sexualidade é oportunidade. Somos todos polimorfos. Gozar é sempre bom. Na cadeia, no exército, no convento - em qualquer lugar que só tenha gente de um sexo, o mesmo sexo é convidativo. E de fato tem gente que parece que já nasce inclinado ao mesmo sexo, ou ao oposto. Não sei dizer se é nature or nurture.  It’s all good. 

Talvez pela fama de comedor de criancinhas, o que queima a fita de qualquer sexualidade, Michael não virou bandeira GLBT. Se avançou na molecada de fato, eu, como pai de um menininho, acho feio. Como ele era pai de três crianças, desconfio - espero - que não. Era só maluco mesmo. E malucos ganham ponto comigo.

Mas o tsunami de homenagens apaga tudo. Ouvindo nas últimas horas tantos vídeos e canções marcantes, só lembro de Michael Jackson com carinho.

Michael Jackson: morre um idiota prodígio (ou: o anjo dos infernos)

Meu amigo Beto mandou o seguinte email:

“Forasta,

Entre os neurocientistas, tem um dignóstico chamado “savant” ou “idiota prodígio”. São aqueles caras que tem habilidades extraordinárias — mas só elas. O cara sabe todos os dias de semana do ano zero até o ano 2500, mas não consegue atravessar a rua. O outro sabe reproduzir uma sonata do Bach depois de ouvi-la pela primeira vez,mas não sabe encher um copo dágua. O outro sabe cantar e dançar desde os 5 anos, mas sua vida prática (financeira, amorosa, clínica) é um desastre. É o caso do defunto da vez e de outros tantos do mundo pop; João Gilberto, por exemplo.

Enquanto eu não ler um post no seu blog intitulado “Morre um idiota prodígio”, não vou te deixar em paz.

Não faço isso no meu blog por um motivo muito simples: não tenho um blog.

Abração,

Beto”

Então agora me deixa em paz, Beto…

Ontem tocou o telefone, Ivan Finotti pedindo artigo sobre Michael Jackson. Para daqui a quarenta minutos, para a Folha. Fui tomar uma água, sentei e escrevi isso que está aí embaixo. 

 

Michael Jackson, o querubim endiabrado

 

Michael Jackson aprendeu a cantar como um anjo e dançar como um cafetão

fazendo shows em puteiros aos oito anos de idade. Levava surra do pai,

Joseph, se não se apresentasse bem, se não ensaiasse o suficiente -

qualquer razão era boa. Os irmãos Jackson entravam todos no couro.

Michael, o sétimo filho e óbvia estrela do grupo, apanhava mais.

Na casa dos Jackson era deus no céu - Jeová, eram Testemunhas - e Joseph

na terra. O pai tinha tentado se dar bem como artista. Acabou

metalúrgico e empresário e feitor dos filhos.

Devemos a esta figura detestável o maior artista que a música jamais

teve. Contra números não há argumentos. São 750 milhões de discos

vendidos até agora.

O Jackson 5 estreou em 1967, mas foi em 1968 que passaram a fazer parte

do elenco da mais eficiente máquina de produção de hits em série da

música pop. A Motown Records foi fundada por Berry Gordy em 59. Seu

primeiro hit foi composta pelo próprio Gordy, “Money (That’s What I

Want)”. Declaração de princípios, ou falta de. A Motown fazia qualquer

coisa por um sucesso.

Os primeiros singles do Jackson 5 na Motown foram “I Want You Back”,

“ABC” “The Love You Save” e “I’ll Be There”. Já mereciam os livros de

história. Os programas de TV da época não mentem. Michael era

endiabrado. Requebrava como James Brown, cantava como Stevie Wonder e

era fofo como um querubim.

O primeiro disco solo chegou aos 17 anos, “Got to Be There”. De 76 a 84,

Jackson seria não só o frontman do Jackson 5 - depois rebatizado como

The Jacksons - mas seu principal compositor.

Em 1978, já com vinte anos, Jackson encontrou uma outra figura paterna.

O experiente jazzista Quincy Jones, diretor musical do filme “The Wiz” -

em que Michael encarnava o Espantalho do mundo de Oz - produziria com

Jackson “Off The Wall” e “Thriller”.

“Thriller” fez a ponte entre o soul dos 60, a disco dos 70 e o novo rock

dos 80. Era new wave. Era pop, o melhor do pop de três décadas. E

popular: vendeu 109 milhões de cópias, recorde para sempre imbatível.

Jackson tinha 37% do preço de cada disco vendido.

Os anos seguintes foram de esquisitice crescente - parte marketing,

parte verdadeira. Em 1987, Michael lançaria “Bad”, uma tentativa de

repetir “Thriller”. Vendeu, mas vendeu menos. Soava quase sempre

histérico, equivocado e pior, velho. Aos 29 anos, o superastro estava

ultrapassado. Era uma anedota bilionária.

O que veio depois é menos importante musicalmente. Em alguns casos,

constrangedor. A música piorou. Ficou impossível dissociar Michael, o

artista, de Michael, o homem cada vez mais distante de sua humanidade.

Com sua morte, tudo será perdoado, como foi a seu ídolo, James Brown.

Agora não é mais um slogan vazio: Michael Jackson será para sempre o Rei

do Pop.

Vamos fazer nossa rede social de música?

Recebo todo dia convites para entrar nesta ou aquela rede social. Agora é o Facebook. Os amigos vendem o peixe: é divertido, tá todo mundo lá etc.

Sei. O Facebook é 99% igual ao Orkut. A única diferença que importa é que as turbas ainda não invadiram o Facebook. Se e quando chegarem, minha turma já vai ter mudado para outra alternativa, mais moderninha  e espaçosa e 99% igual às redes sociais anteriores.

Talvez não invadam. Há evidências de que quando uma rede social chega a um certo patamar de dominância em um país, é muito difícil desbancar. Na Coréia é o CyWorld, no Japão o Mixi, nos EUA e maior parte da América Latina Facebook.

No Brasil, claro, é o Orkut, 79,1% de penetração entre os internautas segundo o último relatório ComScore que eu vi. Depois vem Sonico, Fotolog, Multiply, Hi5 etc. Até chegar no Facebook, na época com 1,4% de penetração.  Deve ter subido de lá para cá. Digamos que dobrou ou triplicou para, o quê, 5%?

Estou no Orkut, que nunca usei de fato, por razões profissionais. E no Linkedin, que uso bastante, idem. Não me aguardem no Facebook. Prefiro, em vez de entrar em outra rede, juntar uma turma e fazermos a nossa.

Acredito muito em dois tipos de redes: a redona que todo mundo tem (como todo mundo usa Google, MSN, YouTube, email etc.) e as redes sociais segmentadas, orgânicas, jeitosinhas. Gosto muito do modelo do Ning, flexível e grátis ou quase.

Quem se meter em usar rede social para marketing, para ganhar dinheiro, para capturar corações e mentes, tem que ter em mente que uma coisa é a redona, outra coisa são as redinhas. A Fox, quando comprou o MySpace, achou que estava comprando uma redona. Esta comprando a maior redinha. Só que ela custa meio bilhão de dólares por ano de custo fixo. Não dá.

Essa é uma das razões porque o MySpace Brasil foi fechado repentinamente essa semana, num movimento em que a empresa cortou 300 dos seus 450 funcionários da área internacional. É de morrer de dó. O MySpace Brasil era enxuto, estava no azul, e tinha 1,11 milhão de unique visitors, segundo esta análise educativa de Leena Rao no Tech Crunch.

Era o único país em que o MySpace crescia rapidamente.  E diferente do Orkut, que ainda não tem um modelo de negócio que traga dinheiro para o Google nem para potenciais cyber-empreendedores (como o Facebook já tem), o MySpace tem um modelinho muito claro de como faturar.

Na prática, a saída do MySpace Brasil de cena abre uma oportunidade muito grande para comunidades virtuais centradas na música. Quem vai ocupar este espaço? Provavelmente não uma, mas várias redinhas. Afinal, uma rede centrada em música clássica deveria ter linguagem, interface, layout e administração diferente de uma centrada em, digamos, metal satânico escandinavo. Certo?

Lá no Bis, nossa experiência com um site de música colaborativo, andamos dando alguns passos nesta direção. Agora talvez seja a hora de dar um salto. O Bis é sobre música nova de todos os tempos, como costumo dizer. Dá uma redinha legal, focada no moderno e no eterno. Tá cheio de software legal por aí para fazer rede social, basta escolher o que vai funcionar melhor para a gente.

Então? Vamos fazer?

Transformers x Porky’s: robôs gigantes retornam como coadjuvantes em comédia teen picante

O garoto atrapalhado e superprotegido pelos pais sai de casa. Entrou na faculdade. Larga a namorada para trás, promete fidelidade eterna. O dormitório da facul é cheio de gatas. Os colegas de quarto são doidões. As festas são quentes. Sua mãe vai te visitar e come sem querer bolinhos de maconha - fica doidona e queima sua fita.

Logo uma menina deliciosa está pulando em cima de você. Quando você menos espera, está beijando ela na sua cama quando - sujou! A porta se abre e sua namorada está lá, furiosa.

As risadas correm solta no cinema de shopping, lotado de adolescentes ruidosos. Porque o garoto do filme só se mete em roubada. E ainda tem um cachorrinho que trepa com um cachorrão. Um chihuaha-robô que trepa com a perna da namorada do garoto. Dois neguinhos safados, Mudflap e Skids, que só falam palavrão e gíria estilo gangsta rap enquanto enfrentam monstros do mal.

Opa: sim, robôs e monstros entram na comédia também. Porque, afinal, o nome do filme é Transformers: A Vingança dos Derrotados. Ainda que a grande atração do filme seja o humor teen baixaria, no modelo consagrado por Porky’s, American Pie, Eurotrip e Escola de Idiotas.

Acreditas? Leia minha tese completa sobre este novo épico da sétima arte.

Um plano para a internet, 1999

Acabei de achar nos meus arquivos. É um email de dez anos atrás para meus colegas de trabalho da época, na Conrad. Megalô, como convinha para um cara que estava surfando na onda Pokémon. Vale pelo registro e pela sessão nostalgia. Destaque para os incríveis três milhões de usuários brasileiros de internet.

O namorico com a Internet vinha de 1996, acho. Tivemos umas reuniões com a turma do Zaz, depois Terra. Paulo Puterman, Bia Abramo, quem mais? Comunidade Z ou X? Depois nos afundamos em experimentações bestas de navegação e a coisa empacou.

Esse plano abaixo - que eu depois desenvolvi mais e defendi com unhas e dentes e não emplaquei - podia ter dado em nada ou em tudo.

Decidimos fazer uma coisa muito  mais importante: começar uma editora de livros. Se arrependimento matasse…

 

 

UM COMEÇO DE PLANO PARA INTERNET

 

Objetivo

Ganhar muito dinheiro

 

Como

Com Internet

 

Oportunidade

Modificação radical da utilização da Internet no Brasil devido à entrada de grandes players mundiais no mercado nacional (Microsoft Network, America Online, Yahoo)

 

O que está acontecendo

A Internet cresce mesmo por aqui. Estima-se entre 2,5 a 3,3 milhões de usuários no Brasil em abril de 99, com aumento sério em publicidade e comércio eletrônico. A tendência é só aumentar ano a ano.

Mas a chave é entrada dos gringos capitalizados investindo muita grana e consequente reação (e/ou associação/compra) dos provedores/empresas locais geram hipervalorização do conteúdo desproporcional ao real crescimento da internet no país.

É possível que em dois ou três anos o território já esteja bem mapeado e só grandes empresas com grandes marcas consigam ter impacto na Internet; ninguém sabe; pode ser que continue como hoje, em que dois caras numa garagem continuam sendo perigosos para empresas grandes; o fato é que no momento caras pequenos, rápidos e espertos podem e estão fazendo um estrago do cacete.

 

O que fazer

Criar o site/comunidade virtual líder para o heavy user, o usuário hardcore/formador de opinião de Internet no Brasil ; o consumidor chave para empresas gringas e locais

 

Quem é esse usuário

Classe A, 15 a 25 anos, predominantemente masculina; outros alvos são secundários; definição etária é fraca porque existem heavy users tanto de 45 como de 12 anos.

 

Porque a Conrad é capaz fazer isso

É nossa vocação/tesão natural mexer com informação e entretenimento para o público jovem/teen/infantil

 

Porque devemos fazer isso

Pela grana, diversão e satisfação

 

Como fazer

O modelo da Miningco.com que está junto com este texto fornece algumas pistas: um portal/mecanismo de busca operado por “Guias”, na verdade experts em determinados assuntos, free-lancers, com fixo baixíssimo e remuneração variável, movidos a paixão por seu assunto e por dinheiro; esses guias garimpam o tempo todo a Internet, tem opinião, coordenam chats e ICQs; mais detalhes na matéria.

A essa idéia somo a de Portal Vertical. Em resumo, o UOL (portal, além de provedor) é como se fosse a Globo: tenta ser a TV de todos, tudo para todas as pessoas. Um portal vertical fala com um segmento específico (mulheres, gays, caras que curtem esportes ou ficção-científica etc.). Exemplo relevante: )theden.com(

O modelo da Miningco.com é interessante pra gente porque:

a) aproveita muito bem o conceito sobre o qual desenvolvemos o site da Nintendo World, a pesquisa Geração Y da Saatchi & Saatchi, segundo a qual para atingir este segmento vc tem que construir as marcas não “para” eles, mas “com” eles;

b) é extremamente flexível e tem “scalability”: dá pra começar com gastando pouco com uns poucos guias falando de uns poucos assuntos-chave e ir crescendo conforme a grana e as oportunidades vão entrando;

c) vive de nerds de todos os tipos, e nerds são especialidade da Conrad. Assim que decidirmos colocar mais um assunto no nosso site - por exemplo, basquete/NBA - basta buscar e selecionar na própria Internet um superfanático do assunto e botar o cara para trabalhar.

 

Como começar

Dos assuntos-chave para começar a brincadeira, me lembro de:

games, entretenimento (TV/cinema/vídeo/DVD etc.), esportes, nerdorama tipo herói, sexo, comportamento, novidades de internet/informática/tecnologia (principalmente freewares e sharewares), noite/programas, idéias-livros, educação (vestibular-faculdade-mercado de trabalho).

Existem outros com certeza.  Evidentemente muitos desses assuntos podem ser subdividos com o tempo (só TV dá um guia para anime, outro para seriados, outro para Arquivo X, outro para novelas e o caceta).

Pra simplificar imagino começar fazendo um site de games do caralho com “Guias” para Playstation, Nintendo, Sega (Dreamcast/Saturn) e Computer Games (PC & Mac), com os Guias coordenados por um Editor nosso.

Recomendação do Junior: Ana Paula da Super Game Power, editora-assistente da revista, manja de web, tem o site gatas.com.

 

E a grana?

Vem de dois lugares de cara: publicidade e comércio eletrônico. Mais detalhes na reportagem sobre a Miningco.com.

Mas a grana grossa vem de fazer a coisa acontecer mesmo e aí tirar uma grana de quem quiser ter nosso website dentro de seu provedor - seja UOL, Zaz, America Online ou o que for.

Eventualmente podemos vender parte ou todo pra alguém. Se o StarMedia comprou no mesmo mês o Ziq e o Cadê, porque não?

(Comunicação interna da Conrad Editora, 1999)

Quem anuncia é fracassado, quem cria anúncio é você

“Anúncio é fracasso”. Assim começa um artigo muito polêmico de Jeff Jarvis, do Buzzmachine.com e autor do obrigatório “What Would Google Do?”.

Ele explica: “idealmente, uma empresa oferece um produto ou serviço ótimo que os clientes adoram, comentam e vendem um para o outro. Quando tudo isso falha é que você precisa anunciar… e a mídia reza para esse fracasso, porque é sustentada pela publicidade. Mas a tendência está contra mídia e agências.”

Já vejo os marketeiros resmungando: quer dizer que além dessa confusão interminável de internet e mais essa droga de crise, ainda temos que aturar outro profeta do apocalipse enchendo a paciência?

Bem, pelo menos os publicitários brasileiros podem comemorar a “legalização” da bonificação por volume. É o “prêmio” que as empresas de comunicação (principalmente as maiores) dão às agências que lá concentram o dinheiro (dos anunciantes que contrataram essa determinada agência).

Eu entendo que as agências não queiram abrir mão do seu BVzinho. Faz diferença no final do mês. Mas é uma prática abominada pelos anunciantes. Estimula a concentração de investimentos nas maiores empresas de comunicação. Sabota veículos independentes.

Pior, não é nem um pouco transparente. O cidadão normal que lê revista e assiste TV não sabe (e jamais entenderá) porque o BV faz sentido. Experimenta explicar para a sua mãe porque é uma boa coisa que o governo gaste dinheiro com BV. Vê se ela acha sensato.

Não é à toa que os anunciantes preferem anunciar direto com o veículo, especialmente quando se trata de internet. Mas o buraco é bem mais embaixo.

Jeff Jarvis tem três exemplos poderosos. Um é o Digg, que introduziu uma nova forma de publicidade que permite que os usuários votem nos anúncios. Os anúncios que ganham mais votos custam menos, os que ganham menos votos, mais. Os piores de todos acabam sendo impedidos de veicular.

O Google – sempre o Google – cobra por clicks, por sucesso, não pelo espaço. E os anúncios aparecem melhor nos resultados de busca não porque custam mais, mais porque mais usuários clicaram neles.

Agora, avança sobre os banners de publicidade. Sua receita com publicidade em busca pouco tem como crescer; a dominância do Google no segmento é absoluta. Só crescerá na medida que o número de usuários da internet crescer. Por isso, lança em agosto uma bolsa de propaganda, com novas ferramentas, desenvolvidas após a compra da Doubleclick.

Ou seja, quem faz o preço é o cliente, não o veículo nem a agência – interessada em seu percentual da mídia.

Mas a encrenca vai mais longe.

O jornal Bild, líder na Alemanha, acaba de lançar a publicidade gerada pelo usuário. Convidou os leitores para criar anúncios par ao jornal. Resultado sensacional. Anúncios criativos, diferentes, chamativos. Boca a boca fenomenal. Mídia espontânea gigante. Engajamento dos leitores.

O vencedor: um telefonema interrompe um casal que está transando. A mulher atende e começa a usar sua voz mais sexy no telefone. O marido olha, incomodado. Texto na tela: “Nada é mais duro que a verdade. Bild.”

Agora, o Bild passou a oferecer a seus anunciantes, como um serviço, a publicidade gerada pelo usuário.

Outra do Bild: eles lançaram uma câmera com marca própria, por 69 euros. Elas mandam vídeo diretamente para a redação, que publica no site do Bild e paga os videorepórteres por vídeo aproveitado. São 21 mil câmeras vendidas até agora. O editor do jornal, Alan Rusbridger, diz que o futuro – e o estado natural – dos meios de comunicação são não só colaboração na criação de conteúdo, mas da publicidade também.

Isso não está sendo feito por um bando de cyberpunks doidões. Está sendo feito por um respeitabilíssimo jornal alemão. E começará a ser feito aqui. As primeiras experiências já começaram. Não é porque a Veja e o Estadão não estão fazendo que não existe.

Aqui na Tambor temos dois sites já – BiS, sobre música, já, e Movie, sobre cinema, daqui a pouquinho – produzidos de maneira colaborativa com os usuários, ambos com licença Creative Commons.

É pouquíssimo. Estamos acelerando ao máximo. Não para nos preparar para o futuro, mas para sermos relevantes no presente. No Brasil – país de jovens, de gente criativa, positiva e gregária – será fácil.

 

A hora do iPhone grátis, ou Um Presente para o UOL

Agora que a profissão de jornalista está acabando, derrubaram a obrigatoriedade do diploma. Seria de rir se não fosse de chorar.

Mas, enfim, antes tarde. Como já repeti inúmeras outras vezes, abandonei a faculdade, porque era uma porcaria e chata (ECA-USP, entrei em 83 e larguei de vez em 88). Trabalho com muita gente formada faz pouco tempo ou ainda estudando. Percebo que continuam uma porcaria e chatas, todas, sem exceção.

Tento convencer todo mundo a largar, sempre sem sucesso. Agora finalmente não há mais justificativa para ninguém estudar jornalismo. Vão fechar todos os cursos ou quase, espero, o que é bom para o futuro jornalismo brasileiro. Nem tão bom para os meus colegas que viraram professores, mas a vida é assim.

Se você tem um blog, é escritor. Ponto final e acabou o assunto. Eu defendo que é jornalista, ou tão jornalista quanto eu. Reportagem é outra coisa. Exige técnica de redação, simples, capacidade de investigação e rigor na apuração, complicadíssimo e caro.

Um amigo que trabalha em TV garante que quase todos os repórteres só lêem o texto que os outros escrevem, inclusive vários bem famosos. Aí entram os jornalistas. Mesmo que você seja repórter de televisão e tenha sido contratada pelo belo sorriso e voz sedutora, o trabalho sujo tem que ser feito, se não por ti, por alguém mais feio e pior remunerado que você.

Supostamente jornalismo exige “independência financeira”, o que empresas de comunicação alegam que só pode ser conseguido através da venda de publicidade. Balela. O que grandes empresas de mídia querem é drenar o máximo da grana de publicidade, o que conseguem remunerando as agências de publicidade exatamente por concentrar o dinheiro dos anunciantes em cada empresa.

É a chamada bonificação de volume, BV, prática de mercado corriqueira no Brasil (e nem um pouco em outros países). É tão certa ou tão errada quanto adicionar 10% na conta para o garçom, independente do valor do jantar. É o dia a dia de veículos e agências e anunciantes (estes estão cada vez menos felizes com isso; os gringos, especialmente).

O BV está na bica de ser regulamentado. Eu acho que é tarde, tanto quanto acabar com a obrigatoriedade para o diploma de jornalismo. Desconfio que o modelo de BV está com os dias contados. E quem vai pagar os publicitários? Assunto para daqui a alguns dias.

Existem outros modelos, velhos - BBC, alguém? E precisamos criar novos. Que viabilizem financeiramente tantas vozes novas e independentes que nascem na internet, fazendo jornalismo em texto, foto, áudio e vídeo. E que viabilizem também, sim, a sobrevivência do velho e bom repórter.

Porque não basta ter uma opinião sobre o quebra-pau no Irã. Alguém tem que ir lá ao vivo e a cores e reportar os acontecimentos, para que os outros possam opinar sobre os fatos. Não basta repetir o que o banco disse no release. É preciso entender de verdade o que é um derivativo de crédito, saber fazer as perguntas certas para os banqueiros, cut through the bullshit. E ainda explicar depois em português claro o que está acontecendo de verdade na economia.

Esse tipo de trabalho de reportagem investigativa / analítica custa uma grana preta. E vai continuar custando. Quem vai pagar?

Bem, eu pagaria minha parte para mandar Ivan Lessa para o São Paulo Fashion Week, Chris Hitchens para o Capão Redondo ou mesmo Sabrina, Vesgo e Ceará para o Oscar. Quanto custa? Cem mil reais? Eu entro com R$ 10.00. Mais 9.999 amigos e está feito.

Simon Dumenco, colunista da Advertising Age, teve outra idéia. O cara não é fraco. Foi um dos primeiros a cantar as vantagens dos Netbooks, quando eles ainda causavam polêmica. Agora já são o novo standard. E causam estragos talvez irreparáveis no modelo de negócio de gigantes como Dell. E talvez no domínio do software pago, Windows à frente. Acer e Asus anunciaram semana passada que lançarão Netbooks com o sistema operacional open source Android.

A própria Acer já andou vendendo Netbooks por cem dólares nos EUA - contanto que você assinasse um contrato de dois anos para ter banda larga fornecida pela AT&T. É, o mesmo modelo de subsídio que faz com que a gente pague baratinho por um celular.

Simon diz: não só a informação quer ser grátis, mas o hardware também. As margens estão cada vez mais comprimidas. Acho que um pouco inspirado pelo vindouro mas já bem compreendido livro de Chris Anderson, “Free”, Simon Dumenco propõe que empresas de mídia como, digamos, o The New York Times, lancem seus próprios Netbooks ou leitores com conexão sem fio, na linha do Amazon Kindle. Ele até batizou de “Times Readers 3.0”. Você ganha quando assina um contrato de fornecimento de serviço (conteúdo) com o NYT.

E o pulo do gato é que este modelo não é principalmente de interesse das empresas de comunicação, mas das de hardware, porque PC virou commodity. Simplesmente vender computador e nunca mais acessar nenhuma receita com ele não é mais um modelo de negócio que faça sentido.

Por essas e outras, assim que a Apple anunciou que o preço do iPhone velho cairia para 99 dólares, começou a boataria de que  a AT&T lançaria um contrato  de serviço em que o iPhone  sairia grátis. Duvido. Só porque Apple precisa manter a pinta de premium e porque não tem  condições de fabricar iPhones em quantidade suficiente para  atender  a megademanda que  uma oferta dessa  causaria.

Mas por aí você faz uma idéia. Uma Nokia, por exemplo, tem uma estratégia muito clara de que o celular é um terminal, o valor está nos serviços. E tem porte para fazer muito mais barulho que a Apple. Se resolvesse fazer com conteúdo jornalístico o que fez com a música - vender um celular que dá acesso grátis a cinco milhões de canções, remunerando gravadoras e artistas por aparelho vendido - o impacto seria gigantesco.

Eu tenho uma visão muito clara sobre o futuro do jornalista - ele será múltiplo. Não há uma fórmula mágica que funcione para todo tipo de veículo, em todo tipo de mídia, em todo canto do mundo. O modelo proposto por Dumenco faz sentido sim para alguns veículos super, super premium. Mas você vai carregar quantos Readers na mochila, cinco? Um para a Folha, um para a ESPN, um para ler gibis da Panini, outro para ler livros?

Uma solução óbvia, evidente, que salta aos olhos, é o UOL Reader. Portal no Brasil ainda faz sucesso e fará por um bom tempo. O UOL tem o melhor conteúdo, certo? Sugiro um Netbook ou Reader baratinho ou grátis, co-branded por UOL e um fabricante qualquer (ou sem a marca do fabricante, white label), pelo qual você acessa todo o conteúdo do UOL e o serviço de banda larga sem fio, via um contrato de longo prazo com o UOL, como fazemos hoje com celular.

Esse tipo de coisa, sim, ajuda a garantir os empregos dos colegas na redação do UOL, e a capacidade jornalística da empresa.

Passo a idéia grátis para os amigos do UOL. Façam, antes que a Net ou o Speedy faça. O primeiro que vocês produzirem, quero de presente…

Vamos fazer nossa revista de cinema?

Vamos? Eu quero.

Sabe, comecei na profissão de jornalista escrevendo bastante de cinema (e música e gibi e essas coisas boas da vida) na Folha, 1988. Aliás, comecei a ler jornal pelas tirinhas e pelas resenhas de filmes, criança.

Lembro do primeiro presentão que ganhei: escrever uma resenha de “Cavaleiro Solitário”, encomenda do amigo Alcino Leite Neto para a seção de Vídeo da Ilustrada. Enchi a bola do filme da maneira mais exibida, comparei com “Shane”, Howard Hawks, essas coisas. Fazer o quê: cresci  assistindo Sessões da Tarde e Coruja e já era fã de Clint Eastwood quando ele contracenava com orangotangos.

Fui redator-chefe da SET, 1992. Herdei por acaso. Ia ficar uns meses tocando o barco enquanto não chegava o chefe novo (e acumulando com a BIZZ ao mesmo tempo), não aparecia ninguém (quando apareceu, era o cara certo: Edson Aran, hoje na Playboy). Fiquei um ano e pouco. Divertidíssimo. No mesmo período fazíamos a SET Terror & Ficção, que foi a origem de uma revista chamada Herói e outra chamada General, e aí… bem, isso é outra história.

Enrolo. Tergiverso. Procrastino. Como um filme que nunca começa.

Vamos lá então ao coração do argumento.

Vamos fazer nossa revista de cinema?

Eu já comecei. Como um cara que chamou os amigos para uma maratona de filmes em casa. Comprei um televisor Full HD, home theater, Blu-Ray. Arrumei a sala, botei umas almofadinhas confortáveis para o pessoal. Cerveja gelando, vinho descansando. Agora estão chegando os convidados, que vão trazer a atração principal, o conteúdo, a razão de ser do encontro: os filmes.

O convidado é você.

MOVIE é uma revista sobre o cinema de todos os tempos, de todos os países, em todas as platformas, para leitores adultos e apaixonados por cinema. Portanto, trata de filmes para cinema, para TV, em DVD, Blu-Ray. É sobre criação, diversão, mercado e glamour. E trata inevitavelmente da tecnologia necessária para você tirar o máximo de sua experiência cinematográfica.

MOVIE existe de duas maneiras. Na versão impressa e na versão eletrônica.

A impressa mostra sua cara nesta sexta-feira. É um número zero, um cheirinho do que será a revista. Por isso em vez de 100 páginas, tem 36. Mas já tem entrevistas com gente como John Lasseter, Matheus Nachtergaele, Atom Egoyan e companhia bela - ou belíssima, caso de Megan Fox.

Em vez de estar à venda nas bancas, ela estará disponível de três maneiras:

a) de graça nas bancas de São Paulo e Rio, como brinde da revista EGW - Entertainment + Game World. A capa da EGW, não tem como errar, é o jogo The Beatles: Rock Band;

b) para um seleto mailing ligado à indústria cinematográfica e de home entertainment;

c) para você, agora, enquanto tivermos estoque disponível.

Basta você mandar qualquer colaboração. Pode ser um texto, um vídeo legal que você fez, uma ilustração, uma foto, qualquer coisa que tenha a ver com o mundo do cinema. Mandou, é legal, publicamos na MOVIE digital e você recebe sua revista pelo correio. Não esqueça de mandar nome completo e endereço no email.

Ah, a MOVIE digital.

Esta sexta-feira estreamos. Soft launch, como dizem os gringos, ou em português claro “ainda não está pronta para estrear mas vamo que vamo”.

A versão eletrônica de MOVIE tem duas grandes diferenças de todos os outros sites de cinema (pelo menos os que a gente conhece).

Primeiro, é o primeiro site de cinema focado em conteúdo em vídeo. Cinema é imagem em movimento. A internet agora é em banda larga. Não tem mais sentido fazer um site sobre cinema cuja maior parte do conteúdo é texto e foto.

Isso vai nos forçar a reaprender a fazer revistas, porque não basta botar um trailer qualquer lá, é preciso pensar editorialmente como transmitir a informação. Também não é televisão, porque vamos combinar vídeo, texto, foto etc. Uma mídia muito nova.

Segundo, uma mídia muito nova como essa exige muitas cabeças pensando, e por isso MOVIE é colaborativa. O site é absolutamente aberto para colaborações de todos os gêneros.

Todo o conteúdo - produzido por você, por mim, pela equipe e correspondentes e colaboradores de MOVIE, é publicado com uma licença Creative Commons. O que neste caso quer dizer que este conteúdo pode ser republicado por qualquer um em qualquer lugar da internet, contanto que dê o crédito para o autor e o veículo. Não pagamos nada pelo conteúdo da sua colaboração; não cobramos nada para este conteúdo ser reproduzido livremente na internet; e não cobramos nada, claro, para você acessar o site MOVIE.

O modelo para pagar as contas é tradicional: publicidade. Com uma diferença interessante: a possibilidade da veiculação de publicidade em vídeo. Vai funcionar? Apostamos que sim, no médio prazo.

Vai depender de você tanto quanto depende da gente. MOVIE é uma paixão para nós, mas não é um hobby (ah, eu adoraria que fosse). Tem que se sustentar como negócio, para remunerar as pessoas que trabalham nela e o investimento da Tambor Digital.

Naturalmente, buscamos encontrar neste trabalho colaborativo novas vozes, novos autores, novos olhares que enriqueçam MOVIE. E possam se tornar colaboradores regulares da versão impressa de MOVIE. Está cheio de gente ótima escrevendo sobre cinema em mil sites e blogs brasileiros. MOVIE também existe para colocar um holofote nessas pessoas.

Digital ou impressa, a missão de MOVIE é iniciar uma discussão permanente sobre cinema. Porque quem gosta de cinema, gosta de  conversar sobre cinema. Quando esse papo começa? Nascemos neste exato minuto, quando convido você a colaborar com MOVIE. Damos o primeiro passinho esta sexta-feira, com a chegada de MOVIE nº zero e do site. E damos um salto em setembro, com a chegada de MOVIE nº 1.

Nosso sucesso depende fundamentalmente de fazer de MOVIE uma plataforma sedutora para o diálogo permanente entre brasileiros apaixonados por cinema, gente como a gente. Somos muitos. A cada amigo que explico o projeto da MOVIE, ganho um colaborador.

Espero que você se apaixone também.

Quer saber mais? Dá uma olhada no projeto, está aqui:

http://movie.tv.br/

E aguardo sua colaboração, palpite, sugestão ou crítica em:

comunidade@movie.tv.br

Uma revista de cinema, depois de tantos anos. Quem diz que velhos sonhos não podem se realizar? MOVIE é um começo com sabor de final feliz - como naqueles filmes da minha infância.

386 comentários sobre “Chega de Escola”?!

Até da Hélina, minha colega na Escola Estadual de Primeiro Grau Barão do Rio Branco, que lembrou o Seu Pársia, diretor, que impôs o hino de Piracicaba e do Barão nos intervalos (“um dia, quando  eu crescer / de ti, jamais me esquecerei..”).

E do Telles, meu professor de biologia do Colégio Luiz de Queiroz (que  falava com a gente como gente, era boa praça, tinha trabalhado na Bolsa de Valores, e fumava Du Maurier!).

Beijos e abraços para os dois.

E para a moça que me descobriu num encarte do Yázigi sobre a morte do Kurt Cobain.

E para todos que leram com atenção pelo, menos, e que comentaram algo além de “você é um idiota / playboy / filha-da-puta / vagabundo” etc.

O objetivo do texto “Chega de Escola”, evidentemente, é provocar. Pelo jeito, consegue. Desde 2001. Missão cumprida.

A variedade dos comentários exige respeito. E o tema - que na verdade não é escola, é aprendizado - é importante é pega na veia de muitos.

Vou digerir a repercussão, reler os comentários e volto ao assunto.

Enquanto isso, boto no papo gente mais inteligente que eu.

 

“Eu era um fracasso na escola. A escola não me dizia nada do que eu queria saber. Tudo o que aprendia era nos livros, em casa ou na rua. Repeti cinco vezes a segunda série do ginásio. Nunca aprendi nada na escola. Minto. Aprendi a odiá-la.”

Raul Seixas

“A diferença entre a escola e a vida é que na escola, te dão uma lição e depois você faz um teste sobre ela. Na vida, você é testado e isso te dá uma lição.”

Tom Bodett quotes

“Na escola não te ensinam a amar alguém.  Nem a ser famoso. Nem a ser rico ou pobre. Nem a deixar alguém que você não ama mais. Não ensinam a perceber o que outra pessoa está pensando. Nem o que dizer a uma pessoa que está morrendo. Não ensinam nada que valha a pena saber.” 

Neil Gaiman

 “Nunca permiti que a escola atrapalhasse minha educação.”

 Mark Twain  

  “Educação é o que resta depois que você esquece tudo que aprendeu na escola.”

 Albert Einstein


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